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Rede Hemo passa a disponibilizar medicamento inovador de alto custo para hemofilia infantil

Rede Hemo passa a disponibilizar medicamento inovador de alto custo para hemofilia infantil
Considerado de alto custo, Emicizumabe pode chegar a custar R$ 35 mil por dose (Foto: Aline Rodrigues)

A Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo) passa a disponibilizar o medicamento Emicizumabe para crianças de zero a seis anos de idade com hemofilia no estado.

A primeira remessa do medicamento foi entregue pelo Ministério da Saúde no dia 27 de janeiro. Considerado de alto custo, o Emicizumabe pode chegar a R$ 35 mil por dose, o que pode representar uma economia anual estimada em até R$ 427 mil para as famílias, considerando a aplicação mensal.

O Emicizumabe é indicado para o tratamento da hemofilia A, doença genética caracterizada por um distúrbio da coagulação do sangue, que leva à ocorrência de sangramentos frequentes.

Nos casos mais graves, os episódios hemorrágicos podem ocorrer de forma espontânea, principalmente em articulações e músculos.

O medicamento já era disponibilizado na rede pública para crianças com hemofilia A congênita com inibidor (uma complicação em que o paciente desenvolve resistência ao fator VIII) e agora será ofertado para todas as crianças até 6 anos, por meio da Rede Hemo.

A ampliação do acesso à terapia pelo Ministério da Saúde ocorre após a aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), em dezembro de 2025.

Em Goiás, nove pacientes são elegíveis para o uso do medicamento, sendo que seis deles já foram cadastrados para o recebimento do Emicizumabe.

De acordo com a médica hematologista pediatra da Rede Hemo, Alexandra Vilela, diferentemente da terapia convencional com fator VIII, que exige infusões venosas frequentes, o Emicizumabe é administrado por via subcutânea, o que torna o tratamento menos invasivo.

Além de reduzir em mais de 90% os episódios de sangramento, o medicamento contribui para a diminuição de hospitalizações, a prevenção de sequelas articulares e a melhora significativa da qualidade de vida das crianças e de suas famílias.

Segundo Alexandra, o tratamento tradicional consiste na reposição do fator VIII, substância ausente no sangue do paciente. Apesar de eficaz, trata-se de uma terapia com meia-vida curta, o que exige múltiplas aplicações semanais, geralmente três vezes por semana.

“O Emicizumabe é um anticorpo monoclonal que mimetiza a ação do fator VIII natural, com a vantagem de apresentar maior permanência na corrente sanguínea, permitindo aplicações semanais ou até a cada quatro semanas, conforme o esquema terapêutico”, explica a especialista.

A médica informa que assim que o medicamento estiver disponível, as crianças com hemofilia A, com idade inferior a seis anos, serão convocadas para consulta.

“Haverá acompanhamento da equipe de enfermagem e da farmácia, além do treinamento dos pais ou responsáveis para a administração correta da medicação, que será fornecida pelo Ministério da Saúde”, conclui Alexandra Vilela.

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Fonte: Portal Goiás

Redação
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