Em reunião realizada na terça-feira (1º), representantes da Associação Comunitária dos Condomínios do Jardim Botânico (AJAB) foram recebidos pelo presidente do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), Rôney Nemer. O encontro marcou um importante avanço no diálogo entre a entidade comunitária e o órgão ambiental, com foco na aceleração dos processos de licenciamento ambiental para os condomínios da região.
Durante a visita institucional, a diretoria da AJAB entregou um documento com uma série de reivindicações que refletem a preocupação dos moradores com a lentidão na análise de estudos e na emissão das licenças ambientais. A demora, segundo a associação, tem gerado obstáculos ao andamento dos processos de regularização fundiária, muitos deles iniciados há vários anos.
Entre os principais pedidos apresentados estão: a priorização das análises técnicas; definição de um cronograma com prazos claros para a liberação das licenças; criação de uma equipe técnica especializada para acompanhar os processos; e o fortalecimento da comunicação entre o IBRAM e os representantes dos condomínios.
Rôney Nemer reconheceu os desafios enfrentados pela região, que tem passado por forte crescimento populacional e urbano, e destacou o papel do instituto na fiscalização de parcelamentos irregulares. Ele reforçou a importância da legalidade e do respeito às normas ambientais como caminho para um desenvolvimento sustentável.
“Estamos empenhados em coibir ocupações irregulares e apoiar aqueles que buscam se adequar à legislação. O Jardim Botânico cresceu de forma acelerada, e precisamos de responsabilidade ambiental para garantir qualidade de vida e recursos naturais no futuro”, afirmou Nemer.
O presidente do IBRAM também destacou os recentes avanços obtidos na área, como a emissão de licenças ambientais e o início da regularização de alguns parcelamentos. Ele reforçou que o instituto seguirá atuando com base no diálogo, tecnologia – como o uso de drones para monitoramento – e parcerias com entidades civis organizadas.
Para ele, o modelo ideal de regularização é aquele que equilibra o interesse coletivo da comunidade com a proteção do meio ambiente. “Sem equilíbrio ambiental, não teremos água nem qualidade de vida para as próximas gerações. Precisamos agir com responsabilidade e união”, concluiu.
A reunião reforça a relevância da atuação conjunta entre poder público e sociedade civil na busca por soluções sustentáveis e eficazes para o ordenamento territorial do Jardim Botânico.